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Tendência gastronômica do personal chef chega em Macaé

seg, 20/07/2015 - 16:49 -- Alice Cordeiro
Créditos: 
Alle Tavares
mulheres reunidas em frente a mesa de jantar

Quando você pensa em ter uma noite romântica com seu marido, ou um jantar agradável com os amigos, saborear uma comida especial, feita por um chef, degustar um bom vinho e ouvir uma boa música, aonde você se imagina? Muitos responderão: em algum restaurante sofisticado de Macaé, mas uma minoria já pensa em fazer isso em casa. Como? São os personal chefs que chegaram para revolucionar a arte de receber.

Famosos nas capitais brasileiras e, principalmente, nos Estados Unidos e Europa, esses profissionais transformam a cozinha da casa dos clientes em um verdadeiro restaurante, com todo o glamour e sofisticação necessários e a comodidade de permanecer no aconchego do lar.

jantar em casa com personal chefQuem contrata esse serviço é apaixonado por comer e beber bem. Mais do que quantidade, a busca é pela qualidade. Esse encantamento pela cozinha tem recebido cada vez mais destaque no Brasil e no mundo. Com o aumento do interesse, houve também o crescimento do número de chefs no Brasil. Muitos deixaram uma carreira consolidada em busca de satisfação profissional atrás do fogão. Este é o caso de Mauro Dias, do Domma Restaurante, Joelma Celestrini, da Gampei Gastronomia, e Bell Mellsert, da Casa da Bell. Em comum, todos têm a paixão pela gastronomia e oferta de um serviço personalizado.

Formado em Educação Física, Mauro Dias se encantou pela gastronomia quando viu um amigo preparar um peixe, em 2010. De lá pra cá, se especializou em culinária e, em 2013, montou o Domma Restaurante. “Com o Domma, começaram a surgir propostas para fazer jantares exclusivos, seja no restaurante ou na casa do cliente”, explica. Para conseguir manter a qualidade que o serviço exige, Dias faz eventos para grupos pequenos, muitas vezes aniversários, recepção de familiares que voltam de uma longa viagem, encontro de amigos e jantares românticos, por exemplo.

Mauro Dias chef de cozinha

Apaixonada por gastronomia e por receber amigos em casa, a gerente comercial Marcella Suisso, de 29 anos, utiliza frequentemente o serviço de chef em casa. Em maio, fez uma surpresa romântica para o marido, o empresário Alessandro Moreira, de 44 anos. Contratou Mauro Dias para elaborar um jantar especial. Na ocasião, foi servida uma torre de legumes com queijo derretido no maçarico como entrada, uma massa folhada trançada ao molho de alcaparras como prato principal e brownie com sorvete de sobremesa.

 

“Eu adoro cozinhar e sempre acompanho o chef quando ele está na minha casa. Diferente da maioria dos restaurantes, o chef não tem tempero pronto. Ele faz tudo na hora para o seu evento, desde o molho até a massa. Isso interfere no sabor da comida, que fica mais gostosa”, destaca. Consumidora assídua do serviço, Marcella conhece quase todos os chefs que atendem em domicílio. Para cada evento, sabe quem vai contatar. Segundo ela, o valor do serviço pode ser comparado a um jantar em um restaurante sofisticado, com o benefício de ter uma comida mais personalizada e com qualidade superior.

“Passei a utilizar o serviço depois que meu filho nasceu, pois os restaurantes da cidade oferecem pouco entretenimento para as crianças. Com o personal chef, tenho a comodidade de estar na minha casa, sem me preocupar com meu filho, e saboreio uma comida maravilhosa, harmonizada com um vinho para mim e uma cerveja para o meu marido”, detalha Marcella.

Já a empresária Sylvia Ritzmann Cabrera, de 43 anos, sempre pensou que este seria um ótimo serviço e sonhava encontrar alguém que o oferecesse em Macaé. Ano passado, o desejo foi concretizado ao descobrir a chef Joelma Celestrini, da Gampei Gastronomia. “Contratamos a Joelma, pela primeira vez, para o aniversário do meu marido e gostei tanto do serviço que a chamei para a festa de 80 anos da minha mãe. Hoje, sou cliente fiel”, conta Sylvia, lembrando que no aniversário do seu marido, a Gampei transformou o salão de festas do condomínio em outro ambiente, um local mais agradável, aconchegante e intimista. Já para a festa de sua mãe, Joelma trouxe a Espanha para Macaé através de uma paella.

sylvia e joelma celestrini chef de cozinhaAssim como Sylvia, Joelma conquistou, pela boca, o coração de mais de 1.300 seguidores em sua página no Facebook. Além de colecionar curtidas, a chef tem uma agenda recheada de eventos. Apesar de todo o sucesso, o mergulho no mundo gastronômico começou em 2013, quando decidiu largar uma carreira sólida no jornalismo em troca da culinária. “Sempre cozinhei em casa, mas apenas em 2013 passei a tratar o hobby como profissão. Cursei gastronomia na Candido Mendes de Nova Friburgo e, em 2014, consegui meu primeiro cliente. De lá pra cá não parei mais”, conta Joelma, entusiasmada.

Preparada para atender até 70 pessoas, Joelma diz que a procura por esse serviço tem aumentado. “As pessoas querem fugir dos restaurantes, pois não apresentam muita variedade no cardápio. Além disso, buscam o conforto e a segurança de seus lares sem abrir mão de comer bem. Por isso, a procura por profissionais qualificados, que oferecem comida de alto nível gastronômico, com harmonização de bebidas têm crescido”, acredita.

Da montagem do cardápio à limpeza da cozinha

Ao serem contratados, os profissionais fazem uma entrevista com seus clientes para conhecer seus gostos e dos convidados, saber se existe alguma restrição alimentar ou cultural. Depois disso, sugerem o cardápio. A partir daí, tudo fica por conta do chef, desde a compra dos ingredientes até a limpeza da cozinha. Além de cozinhar, a maioria dos profissionais está preparada para oferecer serviços adicionais como a harmonização com bebidas, aluguel de louças e até decoração do ambiente.

Formada em gastronomia pela Estácio de Sá em parceria com Alain Ducasse Formation, Isabel Mellsert, ou simplesmente Bell Mellsert, acredita ter sido a primeira chef a inserir esse serviço em Macaé. Formada em fisioterapia, Bell largou a carreira para fazer sucesso na cozinha. Visionária, ela passou a atender na casa dos clientes macaenses em 2012, quando, depois de se formar no Rio e trabalhar em diversos restaurantes da capital, optou por retornar à sua cidade natal e viu no serviço de personal chef uma oportunidade.

Foto: Evento Sylvia/Arquivo Joelma Celestrini
paella

“Muitas vezes, o primeiro contato com o cliente acontece no local do evento, assim, consigo ver o tamanho da cozinha, saber se é possível preparar tudo na casa dele, se ele tem os utensílios necessários ou se terei que levar tudo para o local”, explica a chef.

Isabela Pereira da Silva Catharino, de 45 anos, adora reunir familiares e amigos. Gosta tanto que destinou um andar inteiro de seu apartamento para receber. Aconchegante, o espaço é repleto de sofás e mesas que nos convidam a saborear algo delicioso acompanhado de uma longa e agradável conversa, o que faz periodicamente com suas amigas. “Uma vez por mês, elegemos uma anfitriã que irá preparar um evento com um tema surpresa. Dessa vez, optei por oferecer um jantar especial com a Bell, chef que adoramos”, revela, acrescentando que, com o serviço, está livre para dar atenção aos seus convidados sem se preocupar com o que irá ser servido.

“Faço um cardápio exclusivo para cada evento, pois acredito que nenhum cliente é igual ao outro. Durante o passeio gastronômico, sirvo um amusebuche, que são pequenas porções de algo muito impactante, ou muito doce ou muito apimentado, que traz o convidado para o momento e o prepara para o cardápio que será servido”, explica Bell. “Ao contratar um profissional confiável, como a Bell, sei que não terei problemas. Posso deixar tudo nas mãos do chef. Isso é muito glamouroso, pois estou em casa, com meus amigos, ouvindo uma boa música, saboreando uma comida maravilhosa e um vinho especial. Tudo isso com total privacidade, sem tumulto e surpresas desagradáveis”, revela Isabela.

O chef, uma atração à parte

Quem procura um chef de cozinha, quer fugir do esquema de bufê, no qual as comidas são preparadas em grande quantidade. Mais do que agradar aos clientes, o serviço encanta seus convidados. “O chef foge do tradicional, do que estamos acostumados a ver em eventos. Os convidados se sentiram lisonjeados, pois perceberam o cuidado que tive ao trazer uma pessoa especializada, que faria cada prato com o carinho que eles mereciam”, conta Sylvia.

manda reduzida com anel de provolone

O cardápio que será servido gera ansiedade e curiosidade entre os convidados que esperam comer algo extraordinário. Sabendo disso, os chefs não deixam a desejar. Durante o jantar na casa de Isabela Catharino, por exemplo, foi servido como entrada salada encantada (folhas sortidas com peraconfit cozida em vinho tinto e pipoca selvagem), como prato principal camarões proibidos (camarões VG grelhados e flambados com ervas frescas de Provance, arroz negro e abacaxi caramelizado), e de sobremesa Frozen Lampião & Maria Bonita Derretida (goiabada da vovó derretida com sorvete de tapioca), tudo isso acompanhado da chef, que explicou cada prato, matando a curiosidade dos convidados.

 

“Estou preocupada em dar o meu melhor para os clientes e, para isso, a minha comida tem que ser perfeita, com os melhores ingredientes, utilizando pouca gordura e fazendo uma apresentação impecável dos pratos”, explica Bell Mellsert.

Joelma Celestrini acredita que a figura do chef virou um atrativo à parte, já que os programas televisivos deram notoriedade à profissão. “O sucesso da gastronomia nos colocou em destaque e muitas vezes somos o centro das atenções do evento. Muitos pedem para que eu explique um prato, outros gostam de acompanhar a produção, saber uma dica de cozinha, descobrir o ‘pulo do gato’ em uma receita”, conta a chef, que mantém um serviço de entregas em domicílio, tudo com quantidade limitada para manter o padrão de qualidade.

“Com um chef, nem um churrasco é o mesmo. O Mauro fez um churrasco aqui em casa e encantou com os detalhes. O queijo coalho, por exemplo, era servido com mel e tinha uma apresentação elegante. Já os tradicionais drumets ficaram fantásticos com um molho especial. Tudo isso só é possível porque eles têm amor pela cozinha e isso passa para o alimento”, acredita Marcella Suisso.

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