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Alta performance no esporte

qui, 23/07/2015 - 12:07 -- Divercidades
Créditos: 
Alle Tavares
consulta com o médico do esporte

Você já se perguntou qual o limite do seu corpo? Há quem diga que a máquina mais perfeita já criada pode ultrapassar barreiras extremas e alcançar resultados antes inimagináveis. Foi isso que aconteceu com três profissionais de Macaé, um dentista, um engenheiro e um técnico em manutenção. Os três aliaram medicina esportiva e alimentação balanceada à prática de exercícios, para aumentar o desempenho nos esportes favoritos, seja com a finalidade de competir ou apenas por hobby. Dois deles tornaram-se atletas de alto rendimento e o outro garante que os benefícios na sua atividade profissional superaram as expectativas.

A história que mais se destaca é do dentista Rodrigo Junger, de 32 anos. Há dois ele pesava 92 kg, roncava, bebia muito e perdia noites de sono. No último dia 31 de maio, atingiu o ápice da sua nova vida, participando pela primeira vez de uma prova de Ironman, em Florianópolis. Competição apontada por muitos como a mais dura no mundo do triatlo.

Foto: arquivo pessoal de Rodrigorodrigo atleta de triatlo

 
Foram 10 horas e 26 minutos de prova, correndo, nadando e pedalando. No último quilômetro, as lágrimas não foram contidas. Ao ver a linha de chegada, Rodrigo chorou ao dedicar a sua “vitória” para as gêmeas Maria e Clara, nascidas dez dias antes da prova. “Quando me inscrevi, a minha esposa Larissa ainda não estava grávida. Pensei em não participar da prova, por causa do parto, mas a Larissa me incentivou muito”, lembra.

Aliás, Larissa Lessa foi a principal responsável pela transformação de Rodrigo. “Bebia todos os dias, saía para balada, não dormia direito e roncava muito. Até que ela me deu um ultimato. O irmão dela é triatleta e comecei a treinar. Não sabia nem nadar direito. Tive que fazer aula para aprender. Agora, acordo quatro da manhã para treinar e não quero parar nunca mais. Vale muito à pena”, contou.

Fôlego não falta para ele, que já faz planos para o futuro.  Depois de Florianópolis, Rodrigo vai embarcar para o Panamá, país da América Central. Lá, participará, novamente, de uma prova de Ironman. Essa, no entanto, é uma das provas mais completas e concorridas do mundo.

Após um ano fora do circuito mundial, o Ironman do Panamá retorna ao calendário da modalidade. Desta vez, no entanto, como Campeonato Pan-americano, que acontecerá em 31 de janeiro de 2016. Os atletas profissionais vão competir pelo prêmio de US$100 mil e por pontos importantes, enquanto os amadores estarão focados em 30 vagas para o mundial de Ironman 70.3, em 2016.

Para isso, Rodrigo treina forte sob orientação de um técnico argentino. A prova será apenas em janeiro do ano que vem, mas a competição já começou para ele. “As inscrições são muito concorridas. Usei três computadores para fazer a minha de Florianópolis. Tirei 15 dias para descansar, mas já estou treinando. Nas contas que fiz depois da prova de maio, treinei 3.500 km de pedalada, 700 km de natação e 120 km de corrida. Foram três meses muito puxados. Treinamos até a antevéspera, um pouco mais leve, mas treinamos”, ressalta.

Foto: arquivo pessoal de Andrei
 

lutador de jiu-jitsu

Para chegar lá, ele conta com a orientação de Alessandro Mitraud, médico do esporte e especialista em alimentação e suplementação esportiva. “Procurei o médico para me orientar na alimentação e suplementação. Tem dia que meu prato dá um quilo. Como muito e não é suficiente. É preciso tomar um multivitamínico, porque o treino é puxado. No sábado, por exemplo, são 180 km de pedalada sem parar”, explica Rodrigo.

O médico do esporte, aliás, é o ponto em comum entre Rodrigo e Andrei Barreto. Aos 36 anos, o técnico em manutenção Andrei Barreto buscou a orientação do especialista em medicina esportiva para voltar a disputar nos tatames. Faixa preta em jiu-jítsu, o lutador estava parado há dois anos, longe das competições. Em julho, ele terá pela frente o Campeonato Internacional Máster e Sênior, entre os dias 23 e 26, no Rio. “Procurei o Dr. Alessandro para melhorar meu desempenho nos treinamentos e rendimento na competição. Estamos fazendo um levantamento completo. Pela primeira vez, me submeti a uma análise como essa. Retirei 40 amostras de sangue e mapearam todo o meu corpo”, revela Andrei.

Após dois anos longe dos holofotes das competições, Andrei garante que foi a “molecada” que o incentivou a voltar a lutar. “Meu aluno agora é meu treinador. Eles estão se preparando para disputar  nessa prova e me incentivaram a voltar. Tomei isso como meta e resolvi treinar”, emenda. “As pessoas que me procuram são as mais diversas e com objetivos bem diferentes, mas todas descobriram que o esporte vicia. Rodrigo, por exemplo, começou porque estava sedentário, cansado e queria mudar de vida. Não dispensava uma picanha. É um caso sensacional de mudança de vida. Não o vejo mais como um atleta amador e sim como um atleta de alto rendimento, com ótimos resultados”, comenta o médico Alessandro Mitraud.

Mario Figueira seguiu o mesmo caminho. “Não tinha a pretensão de ser um atleta de alta performance, mas queria aperfeiçoar meu fôlego e aumentar o rendimento dentro do esporte e também no meu dia a dia.” Aos 34 anos, ele garante que a vida mudou e para melhor. Mesmo com a agenda cheia de tarefas e com muito trabalho, garante que consegue tempo para surfar, fazer wakeboard e até esquiar quando viaja a trabalho ou de férias. 

Foto: arquivo pessoal de Mariohomem surfando

“Não sou profissional. Mas mesmo assim busquei o acompanhamento desses profissionais, o médico do esporte e um personal, para acompanhar meus passos e movimentos. Com isso, me sinto pronto para praticar as modalidades que mais me identifico. Estou sempre disposto a hora que quero e preciso praticar as atividades”, revela Mario.

Ele afirma que buscou o aumento da performance no esporte, mas acabou também sentindo os benefícios da mudança de hábitos e da rotina de treinamentos no seu trabalho. “Muda tudo. Vale muito à pena investir na qualidade de vida. Quando iniciei, estava pensando em melhorar meu rendimento no esporte, quando eu praticasse. Mas no dia a dia também mudou. Você acaba se sentindo mais disposto, com fôlego renovado todos os dias. Isso me motiva também a continuar os treinos e o acompanhamento com o médico do esporte”, destaca.

A meta atingida por Mario, Andrei e Rodrigo é possível também para todas as pessoas, segundo Alessandro Mitraud. Porém, o médico faz um alerta para quem pretende iniciar sem acompanhamento profissional. “Se o atleta de alto rendimento não treina sozinho, por que o amador vai treinar? A avaliação física, antes de começar, é importantíssima para evitar a morte durante uma atividade”, alerta.

“Os dois pilares da vida saudável são: boa alimentação e exercícios. São dois hábitos que combinados mudam a vida da pessoa para melhor. As pessoas me procuram para começar e depois descobrem que o esporte se transforma em um vício, do bem. Mas o acompanhamento de um profissional é essencial se a pessoa quer obter os resultados desejados”, conclui o médico.

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