Notícias e Variedades de Macaé
Início » Negócios » Empresas » Energia canalizada com o dog walker

Energia canalizada com o dog walker

qui, 11/12/2014 - 09:13 -- Leila Pinho
Créditos: 
Fotos Alle Tavares
dog walker larissa pacheco passeadora de cães cuidando do cachorro

O termo “dog walker” pode não ser tão disseminado no Brasil, mas o conceito de passeador de cães é bem conhecido, ainda que seja por meio dos filmes americanos, terra onde a prática é mais comum. Levar o cão para passear pode parecer uma tarefa simples sem grandes pretensões, mas se o trabalho dirigido aos animais for feito por profissionais com técnicas específicas, o resultado pode ser notado pelo dono no comportamento dos cães.

Em Macaé, a veterinária e dog walker Larissa Pacheco se especializou nessa área e desenvolve um trabalho de passeio orientado, com a segurança necessária, por meio da sua empresa Pet walker. Ela presta o serviço para pessoas que possuem cachorros, mas que por motivos distintos nem sempre têm tempo para levarem os cães a se exercitarem. De acordo com ela, todo cão precisa se movimentar, diariamente, pois é uma necessidade fisiológica. “Os cães são nômades, andarilhos e no dog walker eu canalizo a energia que eles precisam gastar no tempo do passeio. Quando o animal gasta essa energia ele vai se equilibrando no comportamento, no físico e se tornando mais saudável”, explica Larissa. 

Arquivo pessoal de JosianeJosiane e Antônio com a cadela Pantufa da raça shitzu

De acordo com a dog walker, é saudável para o cachorro se socializar com pessoas, cães, ambientes, explorar lugares diferentes e ter uma rotina que proporcione bem-estar. Isso faz bem para o cão, benefício estendido ao dono com a melhor convivência e até estreitamento de laços afetivos.

O casal Josiane Xavier de Almeida e Antônio Cantizano tem uma cadela de um ano, a Pantufa, da raça shitzu. Eles trabalham das 7h às 18h e às vezes ficam em falta com os passeios diários. “Por ser nova, ela tem muita energia. Sempre tentamos incluir a Pantufa em tudo que fazemos, mas sentíamos que faltava energia para ela gastar”, comenta Josiane.

Depois de Larissa Pacheco fazer os passeios orientados com Pantufa, Josiane notou diferenças. “Ela está mais calma quando vamos passear, não está puxando a guia e consequentemente nos puxando. Está mais sociável com os cachorros, antes ela ficava maluca quando via um. E percebo que ela está tendo noção de comportamento”, conta Josiane.

A orientação comportamental é um dos aspectos desenvolvidos no trabalho de dog walker realizado por Larissa. Situações muito comuns como o cão pular nas pessoas, não se dar bem com outros cães e querer avançar nos animais, comer objetos dos donos, etc. podem ser revertidas com esse trabalho. “O animal aprende a sentar, a ser sociável com outros cães e pessoas, a se comportar em vários ambientes, além de ficar mais calmo. Falo que o cão não precisa ficar latindo o tempo todo, ensino eles a serem indiferentes em algumas situações”, explica Larissa.

três cachorros sendo entregue para a passeadora de cães larissa pachecoJá a empresária Carina Reid tem três cadelas vira-latas, Kika, Lola e Flor. Carina ama as cadelas que tem a mesma idade, 8 anos, mas não tem muito tempo disponível para se dedicar aos animais, principalmente depois que os dois filhos nasceram. “Sei que elas precisam de atenção, mas não estou conseguindo passear mais, só brinco em casa”, fala.

Ela sentiu os benefícios da contratação do serviço de dog walker em muitas situações. “Antes, eu abria o portão da garagem e elas fugiam e eu morria de medo delas serem atropeladas. Hoje, nota que elas estão mais calmas e fogem menos”, relata, rindo.

Como são os passeios orientados?

A dog walker pega o cão em casa e leva para o passeio nos arredores do bairro onde o dono mora. A atividade é feita sempre nos mesmos dias da semana e mesmos horários, isso porque é muito importante que o cachorro tenha uma rotina estabelecida. “O passeio tem regra, mas também tem momento de diversão”, fala Larissa.

mulher passeando com cãe da raça rottweilerDurante a caminhada, o cão tem espaço para exercer os instintos como farejar, por exemplo. Conforme explica Larissa, ao farejar o animal processa várias informações. Quando cheira a urina ou dejetos de outro cão consegue saber, por exemplo, há quanto tempo o outro animal esteve no lugar, se é macho ou fêmea, etc.

“Muita gente se confunde por eu ser veterinária, mas o serviço não é médico. Todo cão que faz passeio comigo tem uma caderneta onde faço um acompanhamento mensal. Confiro se as vacinas estão em dia, se tiver alguma situação de emergência eu contato o médico do animal, e estou sempre conversando com os donos caso eu identifique alguma coisa diferente no cão”, ressalta. Porém, ela não realiza consulta clínica.

“A Larissa acompanha a vacina, a vermifugação e faz um check list mensal das minhas cachorrinhas. Isso ajuda bastante porque é tanta coisa na cabeça da gente que acabamos esquecendo de algo”, fala Carina Reid.

Pet Walker - Larissa Pacheco 

Tel.: (22) 2773 2696

Cel.: (22) 98812 6050

Comentar

Seu comentário será liberado pelo administrador. Informe-se sobre as regras de moderação de comentários no Termo de uso.
CAPTCHA
Resolva a soma abaixo por questões de segurança
5 + 12 =
Solve this simple math problem and enter the result. E.g. for 1+3, enter 4.